• Ministro da Cultura prevê mais recursos para o setor em 2010

    A bagunça de papel na mesa do ministro da Cultura, Juca Ferreira, assusta. E ele sabe disso. De maneira que não tem nenhum pudor em admitir. “É mesa de quem trabalha muito e não tem tempo para arrumá-la”, brinca. Desde que assumiu a função, em setembro de 2008, que o sucessor de Gilberto Gil na pasta tem a preocupação de dar continuidade a uma política cultural que tenta atingir toda a população.

    “Estou dando continuidade à gestão do ministro Gilberto Gil; acho que estou colhendo o que ele plantou, 2009 foi o melhor ano para a cultura”, avalia.

    Um passo importante foi dado na última quarta-feira, com a apresentação na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, de projeto que visa a substituir a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) por uma legislação mais abrangente e transparente. Com a medida, o ministro pretende desburocratizar os mecanismos de acesso à lei. “A Lei Rouanet cumpriu seu papel, mas nesses 19 anos ela gerou distorções monstruosas e a nova legislação irá disponibilizar mais dinheiro que será empregado de maneira criteriosa e acessível a todas as áreas da cultura com a criação de novos fundos setoriais”, garante.




    Outra novidade conquistada nesses 13 meses de trabalho foi a aprovação, no Senado, do Vale-Cultura, benefício que irá atingir 14 milhões de brasileiros, injetando cerca de R$ 7 bilhões na economia do setor. “A cultura é uma economia importante. Além de patrimônio simbólico, é preciso o governo tratá-la como área econômica também”, reforça.

    Outro ponto postivo, segundo Juca Ferreira, foi a aprovação, também no Senado, da PLC/2009, projeto de lei complementar que altera a alíquota de tributações pagas por empresas culturais, o Simples da cultura. O projeto, que segue agora para sanção presidencial, propõe a redução de quase 18% dos impostos pagos. “Desde o início do ano que estamos trabalhando para aprovar este Simples, nós ajudamos a rever essa questão porque prejudica a cultura”, diz Ferreira, que ainda não teve tempo de ouvir o novo trabalho do amigo Gil, o disco Bandadois. “Até liguei para ele outro dia, mas infelizmente não tive tempo de escutar nenhuma música até agora, é bom?”, pergunta.

    Distorções
    Sobre a Lei Rouanet, o ministro diz que ela cumpriu seu papel, “mas, nesses 19 anos, ela gerou distorções monstruosas, como uma concentração territorial excessiva”. Como exemplos, ele cita que 80% dos recursos foram para apenas dois estados - sendo que 60% ficaram com duas cidades, onde mais da metade dos recursos acabou nas maõs de 3% dos proponentes, sempre os mesmos. Existe estado que não recebeu quase nada. “Isso é resultado de falta de critério absoluto, possibilidade de apropriação de dinheiro público e, além disso, muitas áreas da cultura não tiveram acesso à Lei Rouanet”, analisa.

    Segundo ele, artistas de vanguarda, manifestações populares, arqueologia, história, museus tiveram uma presença medíocre na lei. “Enquanto isso, temos uma realidade dantesca na cultura brasileira: a gente não consegue envolver culturalmente 20% da população com única exceção da tevê aberta, só 8% foram ao museu, só 13% vão com alguma regularidade ao cinema, só 17% compram livros, mais de 90% das cidades não têm cinemas, a realidade é muito grosseira e excludente. Ou seja, não dá para garantir desenvolvimento cultural no Brasil nessas condições. E a Lei Rouanet aprofunda, acirra essa desigualdade, essa desconcentrarão, esses privilégios e essas exclusões, por isso tem que mudar.”

    Ponto a ponto

    Mudanças
    Para chegar a essa conclusão, de que era preciso mudar, geramos uma grande mobilização. Rodei o Brasil inteiro, passamos por 20 estados, com o secretário- executivo e o de Políticas Culturais, e conseguimos criar uma opinião pública favorável e apoio de de artistas e produtores. Hoje temos condições de fazer mudanças, possibilitar mais recursos para a área cultural e empregá-los melhor: somando a Lei Rouanet com as outras leis, Vale-Cultura, inclusão no Simples das empresas culturais, Plano Nacional de Cultura, Sistema Nacional de Cultura e o Plano de Emenda Constitucional, projeto que vai colocar a cultura como necessidade básica.

    Vale-Cultura
    O projeto foi aprovado no Senado e volta à Câmara para pequenas modificações, já que eles incluíram revistas também como produto do Vale-Cultura. Estamos indo bem, estou bastante otimistas, há um consenso, até os líderes da oposição elogiaram a iniciativa. O Vale-Cultura vai injetar R$ 7 bilhões/ano na economia ligada à cultura, beneficiando 14 milhões de pessoas. Vai colocar dinheiro no bolso do trabalhador para ele poder ir ao cinema, à livraria, comprar CD, enfim, o projeto vai estimular a presença e o consumo cultural entre a população.

    Simples da cultura
    A cultura é uma economia importante, responsável por 5% do PIB e quase 6% do emprego informal, com potencial para chegar até a 10%, então, é preciso que o governo trate como área econômica também. A cultura é também uma economia e, nesse sentindo, a inclusão no Simples estimula a formalização porque mais da metade das empresas culturais estão na ilegalidade, na informalidade porque as leis não contemplam as singularidades da cultura.

    Balanço
    Estou dando continuidade à gestão do ministro Gilberto Gil, acho que estou colhendo o que ele plantou e acho que 2009 foi o melhor ano para a cultura: estamos sendo avaliadoa pela população como um dos melhores ministérios do governo Lula, conseguimos uma base consensual entre os artistas e os produtores culturais muito grande. Estou muito contente, chegando ao fim do ano com a sensação de que estamos cumprindo a nossa missão e vamos trabalhar até o último dia de 2010.

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  • Programa de Restauro Cinemateca Brasileira/Petrobrás

    Os filmes nacionais, ameaçados pelo tempo ou por condições precárias de conservação, já podem ser restaurados pela Cinemateca Brasileira. Um convênio assinado com a Petrobrás destina R$ 3 milhões de reais para preservar a memória cinematográfica nacional. O prazo para as inscrições termina no dia 19 de fevereiro.

    A iniciativa desse programa é da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, por meio da Cinemateca Brasileira, que vai selecionar as obras para restauração nos seus laboratórios. A Comissão de Seleção será composta por um representante do Ministério da Cultura, um indicado pela Petrobrás, um da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e dois profissionais da Cinemateca Brasileira.

    Os interessados podem se inscrever enviando uma solicitação para:
    Sociedade de Amigos da Cinemateca Brasileira
    Seleção do Programa de Restauro Cinemateca Brasileira Petrobrás. Edição 2009
    Largo Senador Raul Cardoso, 207
    CEP: 04021 - 070 - Vila Clementino - São Paulo - SP

    A proposta de restauração pode conter mais de um título, respeitados os seguintes limites: uma obra de longa metragem; ou até três obras cuja duração somada não ultrapasse 90 minutos; ou até cinco obras que não ultrapassem 60 minutos.

    O transporte dos filmes fica por conta do programa e ao final da restauração os selecionados receberão uma cópia nova da obra e 20 exemplares em DVD. Em troca do trabalho, a Cinemateca Brasileira ficará com uma matriz digital e os direitos do filme para a Programadora Brasil - que patrocina exibições não-comerciais em lugares que não têm salas de cinema - e o Banco de Conteúdos Audiovisuais que será montado pela Secretaria do Audiovisual.

    Cinemateca Brasileira



    É a instituição da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira. Surgiu em 1940, em São Paulo, graças ao empenho de cinéfilos que marcaram a história do cinema nacional: Paulo Emílio Salles Gomes, Francisco Luiz de Almeida Salles, Décio de Almeida Prado e Antonio Candido de Mello e Souza.

    Atualmente, a instituição divulga e restaura seu acervo, um dos maiores da América Latina. São cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Possui também um amplo acervo de documentos formado por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.

    Confira a convocação

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  • Ancine/MinC realiza Consulta Pública sobre Cota de Tela 2010

    A Agência Nacional de Cinema, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, está realizando uma consulta pública sobre a Cota Tela 2010, para filmes nacionais de longa metragem.

    A minuta da Instrução Normativa que regulamenta a obrigatoriedade deste mecanismo para as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas ou complexo de exibição pública nacional pode ser acessada na página eletrônica www.ancine.gov.br, até o dia 10 de janeiro.




    Esta é a primeira vez que é feita uma sondagem de opinião sobre a Cota de Tela. A decisão visa colher contribuições para o aperfeiçoamento das relações entre a Ancine/MinC e os agentes dos diversos setores da atividade audiovisual brasileira.

    As sugestões e críticas recebidas serão encaminhadas à Ouvidoria Geral da Agência e encaminhadas para posterior conhecimento e deliberação da Diretoria Colegiada. Para participar é necessário fazer o cadastramento no site da instituição, no link Consulta Pública.

    Saiba mais.

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  • Abertas as inscrições para as oficinas da 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes

    Estão abertas as inscrições para as oficinas de cultura oferecidas gratuitamente durante a 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece de 22 a 30 de janeiro de 2010, na histórica cidade mineira (180 km de BH). São 12 oficinas para o público adulto e infanto-juvenil, com a oferta de 310 vagas ao todo.

    As inscrições e as oficinas são gratuitas. Os interessados em preencher uma das vagas têm até o dia 8 de janeiro de 2010, até às 18h, para se inscrever pelo site oficial do evento: www.mostratiradentes.com.br Além de preencher a ficha de inscrição disponível no site, os candidatos devem inserir, em seu cadastro, um breve currículo para análise. Cada interessado pode concorrer a apenas uma vaga, na oficina que eleger.

    13ª Mostra de Cinema de Tiradentes

    O evento, que conta com o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, mantém a tradição e o compromisso de dar atenção especial à formação no segmento audiovisual - questão fundamental para o fomento da indústria cinematográfica. Desde a primeira edição, a Mostra Tiradentes promove gratuitamente oficinas de cultura e cinema ao público interessado em reciclar conteúdos pertinentes ao fazer cinematográfico e adquirir experiência nesta atividade.

    Também serão ministradas aulas com conteúdo voltado para o trabalho de assistência de direção e continuidade. A fotografia no cinema está desmembrada em duas oficinas: direção de fotografia e fotografia de still (esta última para jovens de 12 a 20 anos). Para os jovens, a produção audiovisual será aplicada à utilização das novas mídias e tecnologias e, nas oficinas de Brinquedos óticos e de artes plásticas, a relação da pintura com o cinema são os temas voltados ao público infanto-juvenil.

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  • Lu Adams apresentará Curtas Gaúchos

    A atriz e apresentadora Lu Adams gravou nessa semana a apresentação dos programas CURTAS GAÚCHOS. A nova safra de curtas produzidos no Rio Grande do Sul estreia dia 26 de dezembro (depois do Jornal do Almoço, na RBS TV) com "Enciclopédia" uma história terna e emocionante.

    Um menino tímido decifra o mundo através dos verbetes de uma enciclopédia. Quando ele se apaixona percebe que nem todas as palavras que estão nos livros são suficientes para entender uma menina de 10 anos. A direção é de Bruno Gularte Barreto e tem no elenco Eduardo Sandagorda e Amanda Urnau.

    A temporada 2010 de Curtas Gaúchos apresenta filmes para toda família com a mais nova safra de realizações audiovisuais feitas no Rio Grande do Sul. Serão nove filmes inéditos entre animação e ficção, sempre aos sábados, na RBS TV, depois do Jornal do Almoço.

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  • Cidadão Boilesen estreia na próxima sexta, 25 de Dezembro

    Cidadão Boilesen estreia na próxima sexta, 25 de Dezembro, no Rio De Janeiro, exclusivamente no Unibanco Arteplex. Vencedor do É Tudo Verdade 2009, Cidadão Boilesen revela como o empresariado brasileiro financiou a tortura durante o regime militar. Através da surpreendente vida de Henning Boilesen, o documentário revela a ligação política e econômica entre civis e militares no combate à luta armada durante o regime militar.

    Cidadão Boilesen é um documentário que foca a vida e o tempo de Henning Albert Boilesen, ex-presidente da Ultragaz, assassinado pela guerrilha em São Paulo, no dia 15 de abril de 1971.

    Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, estava intimamente ligado a Operação Bandeirante (Oban), grupo paramilitar criado pelo II Exercito para combater os guerrilheiros que lutavam contra a ditadura militar brasileira.

    Dirigido por Chaim Litewski, chefe do departamento de cinema e vídeo da ONU, o filme traz revelações inéditas e históricas através de entrevistas com Fernando Henrique Cardoso, Celso Amorim, Jarbas Passarinho, Erasmo Dias, Dom Paulo Evaristo Arns, Coronel Brilhante Ulstra, Eugenio da Paz (guerrilheiro que deu o tiro de misericórdia em Boilesen), Henning Boilesen Jr. e muitas outras pessoas, entre militares, historiadores e ex-combatentes.

    Cidadão Boilesen conta também com imagens do acervo particular da família, documentos do SNI, da CIA e da embaixada britânica, revelando fatos guardados a sete chaves até hoje.

    Veja a Ficha Completa do filme

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  • CurtaDoc revive mitos da música

    Carmen Miranda, Noel Rosa e Bezerra da Silva são os personagens dos documentários do CurtaDoc desta semana. Os três tornaram-se mitos, viveram a Era do Rádio e suas obras ajudam a traduzir a cultura brasileira. O mediador é o jornalista e crítico de música Israel do Vale. Denominado Seres Musicais, o episódio vai ao ar na terça-feira 22, às 21 horas, no SESCTV, com transmissão para todo o Brasil.

    "Eu acho que a música sempre despertou muito interesse e talvez o curioso seja a gente fazer a leitura do lado inverso. Por que será que a música não teve tanta visibilidade do ponto de vista do audiovisual, do cinema, e tem tido agora?", pergunta-se Israel, que avalia o surto de interesse pelas carreiras de músicos, sobretudo na história recente do cinema brasileiro. "E não são só retratos ou biografias caretas, com abordagem exclusivamente televisivas, mas irreverentes, ousadas".

    O primeiro documentário em cartaz em Seres Musicais é Carmen Miranda (1969), de Jorge Ileli. O filme é realizado sob a perspectiva da morte de Carmen Miranda, ocorrida em 1955.

    O falecimento da "Pequena Notável", aos 46 anos, emocionou o Brasil. Em preto e branco, traz imagens raras, exibe os números musicais de maior sucesso e aborda a escalada de shows de Carmen e o uso de medicamentos para manter-se acordada - o que levou a artista à exaustão e à morte.

    O dia em que o Bambu quebrou no meio (2005), de Arthur Muhlenberg e Pedro Asbeg, foi realizado em 17 de janeiro de 2005, durante o velório de Bezerra da Silva, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. O documentário registra o entorno da despedida, ouve fãs e parceiros de samba de Bezerra. Ao chegar ao local da cerimônia, os diretores perceberam que havia um boteco onde estavam amigos e parceiros do músico.

    "Começamos a fazer as entrevistas ali mesmo, com amigos bebendo cerveja e de alguma forma celebrando o Bezerra", diz Pedro Asbeg.

    Noel por Noel (1981), de Rogério Sganzerla, é um ensaio documental sobre a música e o tempo de Noel Rosa, com imagens de arquivo, fotografias de época e filmagens de blocos carnavalescos em Vila Isabel. Sganzerla (1946-2004) era fascinado pela vida e obra do compositor. O curta foi realizado como uma espécie de ensaio para um longa-metragem sobre o personagem, projeto que não vingou.

    O programa CurtaDoc está exibindo 125 filmes de um total de 520 inscritos em www.curtadoc.tv. As inscrições continuam e o site será transformado em um banco de dados sobre o documentário em curta-metragem no Brasil. A previsão para a primeira etapa da série é ser exibida semanalmente até julho de 2010. A realização é do SESCTV e a produção da Contraponto.

    O QUÊ: Programa CurtaDoc
    EPISÓDIO 9: Seres Musicais
    QUANDO: 22 de dezembro, terça-feira, 21 horas.
    REPRISES: quarta (23), à 1h e às 15h; quinta (24), às 9h; sábado (26), às 22h; e domingo (27), às 19h.
    ONDE: SESCTV, canal 3 da Sky em todo o Brasil.
    Outras operadoras, consulte: www.sesctv.org.br

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  • A volta do Superoutro

    Considerado pelos críticos como um dos filmes mais importantes já realizados no Brasil, Superoutro, do baiano Edgard Navarro, volta a cartaz a partir de hoje (sexta-feira), com sessões noturnas no Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha, na Praça Municipal, em Salvador.

    Lançado em 1989, quando ganhou diversos festivais, entre eles o de Gramado, Superoutro é uma paródia terceiro-mundista no mito do Super-homem. Vivido pelo ator Bertrand Durarte, o Superoutro retrata os sonhos de um esquizofrênico nas ruas de Salvador que pensa em voar.

    Independentemente da fantasia do anti-herói, que apronta as suas estripulias nas ruas do centro de Salvador, Superoutro é um libelo contra o marasmo e a falta de perspectiva que se instalou no Brasil na década de oitenta, os chamados anos perdidos.

    Através do personagem que pensa que é o Super-homem, Edgard Navarro expõe toda a sua veia crítica e anárquica em um filme que o cantor e compositor Caetano Veloso considera um dos mais importantes já realizados no Brasil.

    Superoutro, 48 minutos, cor, 1989
    Direção: Edgard Navarro
    Com Bertrand Duarte
    Censura 18 anos
    Onde: Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha
    Quando: a partir de sexta-feira, 18/12/2009
    Sinopse- Um louco na rua tenta libertar-se da miséria que o assedia e acaba por subverter a própria lei da gravidade
    Horários do Superoutro: 20h40 e 21h30 - Cinema Unibanco
    Bilhetes: R$10.00 e R$ 5,00 (durante a semana) e R$14,00 e R$7,00 (finais de semana)

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  • Lima Duarte no elenco de Colegas

    Na segunda-feira (14), o diretor Marcelo Galvão recebeu a ilustre visita de Lima Duarte na Gatacine. O ator confirmou sua participação no filme como o personagem “Seu Arlindo”, o narrador desta incrível aventura que Stalone, Aninha e Marcio vão viver nas telas do cinema.

    Seu Arlindo é o jardineiro do instituto onde os três colegas vivem e é também quem ensina Stalone a dirigir. É em seu carro velho que o trio foge em uma madrugada em busca de seus sonhos. Imagine Lima Duarte contando essa história. Que demais! A família Gatacine está em festa!

    Na história, três garotos com Síndrome de Down – inspirados pelo filme “Thelma & Louise” – fogem do instituto onde vivem para perseguirem seus sonhos.

    O roteiro, brilhante, narra o caminho inusitado percorrido por esses três amigos inseparáveis anulando sua aparente limitação e cativando o leitor no decorrer das seqüências, levando da emoção ao riso em questão de segundos. A história também contém inúmeras homenagens ao cinema mundial para fazer a alegria de qualquer cinéfilo, já que os três foram criados numa videoteca e desenvolveram entre eles uma comunicação baseada apenas em frases célebres do cinema.

    Eleito por unanimidade o melhor roteiro do Festival de Cinema de Paulínia, que teve em sua banca de jurados profissionais como Bráulio Mantovani (roteirista de “Cidade de Deus”), Colegas deixa uma imensa expectativa para quem o lê, principalmente pelos sucessos recentes do gênero como “Diários de Motocicleta”, “Transamérica” e “Pequena Miss Sunshine”.

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  • Quanto Dura o Amor?, longa inédito de Roberto Moreira, estréia nos cinemas no próximo dia 18

    Quanto Dura o Amor?, de Roberto Moreira (Contra Todos), constrói uma crônica das paixões de três personagens que fogem da solidão na cidade, formando um mosaico da vida de jovens da paulicéia.

    Silvia Lourenço representa a história de Marina, jovem aspirante a atriz que chega a São Paulo cheia de sonhos de independência e realização. Silvia atuou no primeiro longa-metragem de Roberto Moreira, Contra Todos, tendo ganhado mais de 10 prêmios nacionais e internacionais vivendo o papel de Soninha. Neste filme, em parceria com a atriz Maria Clara Spinelli ganhou o premio de melhor atriz no II Festival de Cinema de Paulínia.

    O elenco também conta com os atores Paulo Vilhena, (O Magnata, Chega de Saudade), Leilah Moreno (Antônia – O Filme), Fábio Herford, Paula Pretta (Cheiro do Ralo), Gustavo Machado (Nome Próprio), e apresenta Maria Clara Spinelli.

    Um dos destaques do filme é a atuação da cantora Danni Carlos, que atualmente está no reality show A Fazenda. Danni interpreta Justine, uma sedutora compositora e cantora da cena underground.

    O responsável pela trilha sonora do filme é o maestro e compositor Livio Tratenberg. O repertório inclui versões exclusivas das músicas “High and Dry”, do Radiohead, e dos clássicos “Without You” e “Nature Boy”, todas canções interpretadas por Danni Carlos.

    A equipe técnica é composta por profissionais premiados como o diretor de fotografia Marcelo Trotta (O Signo da Cidade, Alice – série original da HBO e Som e Fúria - nova minissérie da TV Globo), o diretor de arte Marcos Pedroso (Madame Satã, Cinema, Aspirinas e Urubus e A Casa de Alice) e a produtora Georgia Costa Araujo (Contra Todos, Antônia – O Filme e O Signo da Cidade).

    Quanto Dura o Amor? foi o primeiro longa-metragem brasileiro a utilizar a câmera RED ONE, em formato digital de altíssima resolução (4K), superior ao HD. Financiado com recursos do Governo do Estado de São Paulo, das empresas Sabesp, BNDES, Estre, Petrobrás, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Adidas e Galvani, através das leis de incentivo ao audiovisual do Governo Federal e do Município de Paulínia e da Secretaria do Estado da Cultura.

    Pré- Estréia Quanto Dura o Amor?
    Data: 15/dezembro (terça-feira)
    Horário: 21h30
    Local: Unibanco Arteplex - Sala 6 – Praia de Botafogo, 316 – Rio de Janeiro - 250 lugares – R$ 16,00 (inteira) R$ 8,00 (meia)
    Em cartaz nos cinemas a partir de sexta, dia 18 de dezembro

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  • Garapa, de José Padilha, é premiado em festival de cinema de Cuba

    Garapa, de José Padilha, ficou em segundo lugar na competição de documentários do 31º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, realizado em Havana entre 3 e 13 de dezembro. O filme é fruto de mais de 45 horas de material filmado por uma pequena equipe que, durante quatro semanas, acompanhou o cotidiano de três famílias no estado do Ceará. À frente dessas famílias estão Rosa, Robertina e Lúcia – mulheres que, diante das condições mais adversas, buscam estratégias de sobrevivência.

    O projeto de Garapa nasceu em meados de 2001, a partir de uma conversa entre José Padilha e Marcos Prado, amigos e sócios da produtora Zazen. “Tínhamos uma preocupação séria em relação a dois temas que gostaríamos de desenvolver: a questão da fome no Brasil e o problema global da escassez da água”, conta Marcos Prado. “Decidimos então fazer o documentário sobre a Fome”.

    “Lendo os dados da ONU, do Ibase ou do IBGE, você pode aprender que milhões de pessoas no mundo e no Brasil sofrem de deficiência alimentar grave. Mas isto não significa que você tenha entendido o que é a fome crônica para quem luta contra ela no dia-a-dia. Garapa documenta a fome do ponto de vista de quem passa fome. O filme foi feito para que o público em geral possa ter uma idéia do impacto que a insegurança alimentar grave tem na vida das pessoas que estão nesta situação”, afirma Prado.

    Veja a Ficha Completa do filme

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  • Estreia nos cinemas o novo trailer de High School Musical – O Desafio

    Estreou sexta-feira nos cinemas o novo trailer do filme "High School Musical - O Desafio" com cenas inéditas. O trailer entrou no circuito com 500 cópias em telas de todo o Brasil a partir de 11/12, junto com a nova animação da Disney "A Princesa e o Sapo". No mesmo dia, o teaser trailer foi visto na programação do Disney Channel.

    No novo trailer, o público verá trechos inéditos do primeiro filme com a marca Disney no Brasil. Nele aparecem os oito protagonistas - vividos pelos atores Olavo Cavalheiro, Renata Ferreira, Paula Barbosa, Fellipe Guadanucci, Moroni Cruz, Samuel Nascimento, Beatriz Machado e Karol Cândido – que foram selecionados no documentário/reality "High School Musical - A seleção", exibido pelo Disney Channel e pelo SBT no ano passado. Além da cantora Wanessa Camargo que faz o papel de uma ex-aluna do colégio.




    O musical foi inteiramente produzido no país nos meses de maio e junho deste ano, no Rio de Janeiro. A produtora, Total Entertainment, é a mesma de filmes de sucesso como os dois "Se Eu Fosse Você" e "Divã". O filme é coproduzido pela Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil, que também será responsável pela distribuição.

    Dirigido por César Rodrigues ("Uma professora muito maluquinha"), High School Musical: O Desafio estreia no verão de 2010. A história, original, foi inspirada na franquia de sucesso da Disney "High School Musical". Na ficha técnica, nomes de peso: Guto Graça Mello (direção musical), Tânia Nardini (coreografias), Ellen Milet (figurinos), Marcos Flaksman (direção de arte), Marconi Araújo (preparador vocal e arranjo de vozes) e Karen Acioly (diretora assistente e preparadora de elenco).

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  • O filme "Topografia de um Desnudo" entra na quinta semana de exibição

    Topografia De Um Desnudo um Filme de Teresa Aguiar e com Lima Duarte, Ney Latorraca, Gacindo Junior, José de Abreu, Maria Alice Vergueiro, Kito Junqueira, Ariane Porto, Rafaella Puopolo, Tatiana Conde, Luiz Terribele Jr. , Joel Barbosa, Pedro Molfi, Delma Medeiros, Nilda Maria, Jaqueline Kâmar, Dirceu de Carvalho, Germano Pereira, Hélcio Henriques, Sergio Ferreira entra na sua quinta semana de exibição nos cinemas.

    Topografia De Um Desnudo de Teresa Aguiar conta a estória de um fato que abalou o início dos anos 60: a “operação mata-mendigos”. Esse episódio aconteceu no Rio de Janeiro, e culminou com a morte de vários moradores de rua, que eram presos, torturados e depois jogados aos rios Guandú e da Guarda.

    Alguns pesquisadores ligam as torturas a uma espécie de “treinamento” pelo qual estavam passando quadros da própria polícia, já que o fato aconteceu na “ante sala” do golpe militar. Mas o consenso é que o fato estava ligado à visita da Rainha Elizabeth ao Brasil. A “operação mata-mendigos” foi um processo de limpeza social.

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  • Horror No Cinema Brasileiro Mostra inédita de filmes raros

    A retrospectiva Horror No Cinema Brasileiro exibirá 25 longas, muito raros, realizados por importantes cineastas e que traçam um amplo panorama do horror nos últimos 73 anos (1936 a 2009). Produções de Luiz de Barros, Moacyr Fenelon, Gianni Pons, Carlos Hugo Christensen, Ivan Cardoso, Ody Fraga, Jean Garrett, David Cardoso, Fauzi Mansur e John Doo, pela primeira vez estarão reunidos em torno do tema do horror – gênero desprestigiado, pouco analisado por críticos e historiadores de cinema brasileiro, mas incontestavelmente de grande apelo popular.

    A história do mais famoso serial killer brasileiro, conhecido como Maníaco do Parque, será o destaque da mostra que fica em cartaz de 22 de dezembro a 10 de janeiro de 2010, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O Maníaco do Parque, que estreia na mostra, trará ao público a cinebiografia de Francisco de Assis Pereira, que foi preso aos 30 anos por confessar o assassinato de 11 mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. O filme será exibido na abertura para convidados (segunda, 21/12) e também no dia 7 de janeiro, às 19h.

    Produzido e dirigido por Alex Prado (Rubens da Silva Prado), cineasta da "Boca", pólo de produção de filmes populares de São Paulo, o filme foi gravado com a autorização do criminoso e das famílias das vítimas. O Maníaco do Parque foi filmado em 2002, mas finalizado somente no segundo semestre de 2009 pela Heco Produções, também responsável pela idealização da mostra.

    Horror no Cinema Brasileiro pretende oferecer uma significativa cronologia de filmes “horroríficos” brasileiros com, pelo menos, um exemplar de cada década. Mas, a mostra não se restringe ao horror, abrindo portas para filmes que flertam com o gênero ou trazem elementos fortes de terror, apesar de se enquadrarem em outras classificações. É o caso das comédias O jovem tataravô (1936), de Luiz de Barros, um dos primeiros filmes sonoros da Cinédia, e Fantasma Por Acaso (1946), de Moacyr Fenelon, fantasia romântica produzida pela Atlântida.

    Cineastas à primeira vista menos identificados com o horror, porém igualmente relevantes para o gênero, também ganham merecido destaque. É o caso do argentino Carlos Hugo Christensen, que realizou alguns dos melhores trabalhos de sua carreira no Brasil, como os barrocos Enigma para demônios e A mulher do desejo (a casa das sombras), ambos de 1975. Os filmes narram histórias intensas e assustadoras, nas quais possessões diabólicas e vingança sobrenatural dominam as narrativas.

    A programação contempla ainda a novíssima geração de realizadores brasileiros dedicados ao gênero. A produção independente Mangue negro (2008), realizada no Espírito Santo por Rodrigo Aragão, transporta os clichês dos filmes de zumbi para o cenário de um decadente manguezal, combinando litros de sangue com situações bem-humoradas e muito bem resolvidas. Por sua vez, o experimental O fim da picada (2009), de Christian Saghaard, inspira-se no estilo udigrúdi para construir uma narrativa essencialmente alegórica, na qual personagens de nosso folclore – como o Saci e a Mula-sem-cabeça – são reinventados em meio ao caos urbano.

    Três episódios, selecionados de diferentes antologias eróticas produzidas nos anos 80 na Boca do Lixo, representam o estilo ousado e destemido do cinema paulistano e formam aquela que promete ser uma das sessões mais concorridas da mostra. Os episódios O pasteleiro (1981), de David Cardoso, O gafanhoto (1981), de John Doo, e Solo de violino (1983), de Ody Fraga, combinam doses exageradas de sexo e morte em contos pervertidos e violentos. “Também merece destaque outro representante da Boca, o português Jean Garrett. Os filmes Excitação (1977) e A força dos sentidos (1979) são merecedores de urgente reavaliação por meio de seu rico conteúdo fantástico”, avalia o curador.

    Fauzi Mansur, outro realizador paulista com várias contribuições para o horror brasileiro, participa da programação com um exemplar um tanto inusitado. Ritual macabro, produzido originalmente para o mercado norte-americano em 1991, com o título The ritual of death, é um dos mais violentos filmes de horror feitos no Brasil – apesar de ser falado em inglês, tem elenco totalmente brasileiro e filmado em nosso país.

    Horror no Cinema Brasileiro
    22 de dezembro a 10 de janeiro, terça a domingo
    (não haverá sessão nos dias 24, 25, 31/12 e 1º/01)
    CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – RIO DE JANEIRO
    Av. Primeiro de Março, 66 – Centro - RJ – tel. (21)3808-2007
    Sala de Cinema 1
    Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia)
    Lotação: 102 lugares
    bb.com.br/cultura

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  • Tocaia no Asfalto terá primeira exibição após restauro

    Cópia em 35mm de Tocaia no Asfalto, clássico do cinema baiano, será exibida pela primeira vez após restauro e Iglu Filmes coordena ainda a restauração de Redenção e de A Grande Feira, dois outros filmes de Roberto Pires.

    Empenhados em discutir a obra e resgatar a memória do cineasta Roberto Pires, a Iglu Filmes e a turma do Cineclube Roberto Pires, capitaneados por Petrus Pires, filho de Roberto, exibirão a cópia recém-restaurada de Tocaia no Asfalto, dia 16/12 (próxima quarta-feira) , às 19h, na Sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública dos Barris), em Salvador.

    Desconhecer a obra de Roberto Pires é praticamente um pecado cultural, visto sua relevância e legado. Criador da lente Igluscope nos anos 50, Roberto foi precursor: inaugurou o chamado Ciclo Baiano de Cinema e, mais adiante, participou, com Glauber Rocha, Cacá Diegues e Luiz Carlos Barreto, do chamado Cinema Novo brasileiro.
    A criação da lente anamórfica Igluscope permitiu que Redenção (1959), o longa de estreia de Roberto, fosse filmado. Outras produções haviam sido gravadas na Bahia, mas as equipes eram de diferentes localidades.

    Assim, com diretor, produção e elenco locais, Redenção foi o primeiro longametragem genuinamente baiano. Por conta da importância histórica, esse filme está sendo restaurado na TeleImage, em São Paulo, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e ganhará exibição itinerante a partir de março de 2010.

    Outro longa desse diretor que está programado para entrar em restauro é A Grande Feira (1961). Analisando os filmes e os feitos de Roberto, fica fácil entender porque, ante sua obstinação e criatividade, Glauber Rocha declarou: “Se o cinema baiano não existisse, Roberto Pires o teria inventado”.

    Tocaia no Asfalto
    Produzido em 1962, Tocaia no Asfalto acaba de chegar restaurado à Bahia. De narrativa impactante, com diálogos bem construídos, o filme trafega entre a burguesia e o prostíbulo, retrata o coronelismo político típico do Nordeste, as diferentes escalas da violência, as vidas ceifadas por interferências distintas e nuances de amor e romance.

    Para protagonistas, Roberto Pires convidou Geraldo Del Rey e Agildo Ribeiro. Este, que até então só havia feito papéis cômicos, embora temendo o resultado, aceitou viver o pistoleiro de aluguel da trama. Agildo interpreta um matador alagoano, enviado a Salvador para assassinar o deputado Pinto Borges, então candidato ao governo da Bahia. Durante sua estadia em uma pensão, ele conhece a prostituta Ana Paula e começa um relacionamento.

    Sem deixar de lado sua missão, se apaixona por ela e um novo horizonte se descortina para ele. Do outro lado, o político Pinto Borges faz conluios para evitar sua cassação, decorrente de uma denúncia que está sendo investigada pelo deputado da oposição (personagem de Geraldo Del Rey). Sua filha então se envolve com seu desafeto político e Pinto Borges interfere, a fim de evitar que se apaixonem.

    Curiosidades e Prêmio:
    É engraçado quando Antônio Pitanga, em pleno início de carreira, surge na história. Ele é um segundo matador, contratado para dar cabo do primeiro, personagem de Agildo.
    Glauber Rocha foi o produtor executivo deste filme e Orlando Senna o produtor assistente. A trilha sonora é uma composição do músico excepcional, porém desconhecido do grande público brasileiro, Remo Usai.

    O pano de fundo mostra a Salvador entre o final dos anos 50 e início dos 60. Se descoberta histórica para o público atualmente jovem, saudosismo para os moradores mais antigos da cidade. Pode-se observar ainda os trajes, o modo de conversar e a cultura da época.

    Sabe-se que as primeiras cenas filmadas foram no cemitério Campo Santo. Testemunhos afirmam que Roberto as fez com maestria cinematográfica e muito improviso.
    Oferecido pelo Jornal Estado de São Paulo, Tocaia no Asfalto ganhou o Prêmio Saci em 1963. Em 2007, a DIMAS venceu o edital nacional Programa de Restauro Cinemateca Brasileira - Petrobras, e pôde então ser restaurado.

    A cópia em 35mm será exibida pela primeira vez em sessão gratuita e aberta ao público. O objetivo é atrair estudantes, profissionais de cinema e áreas afins, historiadores, jornalistas da nova geração e pessoas interessadas em conhecer a história desse baiano obstinado, que dedicou sua vida ao cinema e nos deixou tão rica herança cultural e cinematográfica.

    Ficha Técnica:
    Direção: Roberto Pires
    Argumento: Rex Schindler
    Roteiro e Montagem: Roberto Pires
    Fotografia: Hélio Silva
    Música: Remo Usai
    Cenografia: José Teixeira de Araújo
    Produtor Executivo: Glauber Rocha
    Diretor de Produção: Carlos Lima
    Assistente de Direção: Orlando Senna
    Assistente de Produção: Carlos Nicolino de Leo
    Assistente de Câmera: José Airton
    Som: Walter Webb
    Fotografia de Cena: Ugo Pedreira
    Maquinista-Chefe: Gerolamo Brino
    Produção: Rex Schindler, David Singer e Iglu Filmes
    Elenco: Agildo Ribeiro, Othon Bastos, Geraldo del Rey, Arassary de Oliveira, Adriano Lisboa, Ângela
    Bonatti, David Singer, Jurema Pena, Antônio Sampaio (agora Antônio Pitanga), Roberto Ferreira, Maria Anita, Hélio Rodrigues, Milton Gaúcho, Maria Lígia, Silvio Lamenha, Gerolamo Brino.

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  • IMS promove pré-Estréia de Cinderela, Lobos E Um Príncipe Encantado

    A ABRACI (Associação Brasileira de Cineastas) e o Instituto Moreira Salles promovem a terceira edição da sessão ABRACI de cinema. Nesta sexta, às 18h, ocorre a pré-estreia de Cinderelas, lobos e um príncipe encantado, de Joel Zito Araújo. E na sequência, às 20h, será exibido um clássico indicado por este cineasta: Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade.

    O filme em pré-estréia trata das intimas questões ligadas ao turismo sexual no Brasil e à dura realidade do tráfico internacional. Mulheres, travestis, crianças, são a ponta de um comércio que movimenta milhões de dólares e que envolve autoridades, estabelecimentos comerciais, exploradores diretos e indiretos e turistas estrangeiros que vem ao Brasil em busca de um ‘Pindorama Sexual’.

    Os ingressos para cada filme custam R$10,00.

    Sexta 11
    18h00 Cinderelas, lobos e um príncipe encantado, de Joel Zito Araújo (Brasil, 2009, 108 min, 18 anos)
    20h00 Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil, 1969, 105 min, 12 anos)

    SERVIÇO

    Instituto Moreira Salles
    Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea

    CEP: 22451-040. Rio de Janeiro - RJ
    Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559
    De terça a sexta, das 13h às 20h
    Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
    www.ims.com.br
    Ambiente WiFi

    Acesso a portadores de necessidades especiais
    Estacionamento gratuito no local
    Capacidade da sala: 113 lugares
    O cinema do IMS funciona de 3ª a domingo

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  • 13º Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira

    Ney Matogrosso será um dos destaques no 13º Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira. O cantor arrisca-se como protagonista no cinema, mostra curtas, making of, work in progress, um filme-canção e uma ficção que traz de volta o Bandido da Luz Vermelha.

    O festival que acontece de 6 a 13 de dezembro traz o programa Ney Matogrosso no Cinema que reúne seus mais importantes trabalhos feitos para a tela, incluindo a exibição de seu primeiro trabalho como protagonista de um longa-metragem, o ainda inédito “Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha”, de Helena Ignez e Ícaro C. Martins.

    Outro programa que já é uma marca do festival é a aposta na descoberta de novos talentos. Pelo Brasil, a Mostra Realizador em Foco apresenta trabalhos do diretor Carlos Nader e Debora Diniz, por seus documentários.

    Durante o evento serão apresentados cerca de 60 filmes nos diversos blocos que constituem a programação, sendo exibidos , em sua maioria, com a presença dos realizadores e atores.

    Assumido como espaço de laboratório e de experimentação sobre as novas formas do cinema, o LSB2009 apostará numa presença intensa online através do seu site (www.cineclubedafeira.net) e nas populares redes sociais Facebook, Twitter e Myspace.

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  • Festival 5 Minutos traz o melhor dos eventos nacionais de audiovisual

    Cineastas, cinéfilos, documentaristas e amantes do audiovisual estarão reunidos em Salvador, entre 16 e 21 de novembro, para a XIII edição de um dos eventos mais esperados do ano: o Festival Nacional 5 Minutos, promovido pela Diretoria de Audiovisual, Instituição da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

    O Festival irá apresentar um panorama da mais recente produção audiovisual em curto formato. “O ponto alto do evento é a mostra competitiva, em que os 50 melhores vídeos deste ano concorrerão a prêmios de R$ 30 mil. Mas o 5 Minutos é muito mais. Música, performances ao vivo de VJs, panorama nacional, mostras de curta metragens, debates e muito mais”, conta a diretora de audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Sofia Federico.

    Mostra Competitiva e panorama nacional

    Os 50 melhores vídeos habilitados para o Festival foram classificados para a programação principal do evento: a mostra competitiva. A competição irá selecionar cinco vídeos, em diversas categorias, que dividirão o prêmio de R$ 30 mil reais. Quatro vídeos serão selecionados por uma comissão de seleção (do 1º ao 3º lugar, e o vídeo de “jovem realizador” menor de 21 anos) e um será escolhido pelo público.

    Quase todas as regiões do país estarão representadas na competição, mas os estados com maior destaque são a Bahia (com 30 selecionados), seguido de São Paulo (6), Rio de Janeiro (4), Minas Gerais (3) e Goiás (2). Os estados do Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe terão um representante cada.

    As exibições da mostra competitiva acontecem de 17 a 21 de novembro em Salvador e 10 cidades do interior do estado, sempre às 20h. Na capital baiana será exibido também o “Panorama Nacional”, com os demais vídeos habilitados que não foram selecionados para a mostra competitiva.

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  • Cine Mais Cultura

    O prazo para inscrições de projetos para o edital nacional que selecionará 150 Cines em pequenos municípios termina nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro. Podem participar prefeituras de cidades com população de até 20 mil habitantes. O investimento do Ministério da Cultura é de R$ 2,250 milhões.

    O Cine Mais Cultura é uma ação do Programa Mais Cultura e visa promover o acesso da população a obras audiovisuais e apoiar a difusão da produção audiovisual brasileira por meio da exibição não comercial de filmes. A prioridade é atender localidades rurais e urbanas que não possuem salas de cinema, localizadas nos Territórios da Cidadania e nas periferias dos grandes centros urbanos.

    “Apenas 8% dos municípios brasileiros possuem salas comerciais de cinema e boa parte da população não tem condições de pagar pelo ingresso. O Mais Cultura tem como principal meta democratizar o acesso da população a bens e serviços culturais. Então estamos apoiando iniciativas públicas e da sociedade civil, como os cineclubes, para levar o cinema às regiões carentes de equipamentos culturais”, explica a secretária de Articulação Institucional e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles.

    As iniciativas selecionadas nos editais receberão kit com telão (4mx3m), aparelho de DVD player, projetor digital, mesa de som de quatro canais, quatro caixas de som, amplificador, dois microfones sem fio, dentre outros equipamentos. Também poderão escolher até 104 DVDs de obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil - filmes de ficção, documentário e animação em curta, média e longa metragens de todas as épocas, para todos os públicos -, cujo acervo reúne atualmente cerca de 500 obras.

    O resultado dos editais será divulgado no Diário Oficial da União, no Diário Oficial dos respectivos estados e nas páginas eletrônicas do Programa Mais Cultura, da ação Cine Mais Cultura, da Programadora Brasil e das secretarias estaduais de Cultura.

    Capacitação – Além de fornecer equipamentos e acervo, o Cine Mais Cultura realiza oficinas de capacitação cineclubista com o objetivo de qualificar os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introdução à história do cinema e linguagem cinematográfica; prestar informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora, como direitos autorais e sustentabilidade.

    O trabalho é desenvolvido com apoio de um manual produzido em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

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  • Anima Escola 2009

    Está em pleno curso o Anima Escola 2009, um programa de capacitação na linguagem da animação especialmente concebido para as escolas. Pelo 8º ano consecutivo, o projeto é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, e busca desenvolver nos alunos e professores sua própria expressão artística, construindo sua consciência crítica frente à massiva utilização desta linguagem pelos meios de comunicação. Além, é claro, de proporcionar aos envolvidos a experiência de criar seus próprios filmes animados!

    Mais uma vez, o software MUAN é parceiro na empreitada, facilitando o processo e "revelando" com agilidade o resultado final dos trabalhos para os alunos. E mesmo depois de finalizado o projeto, o professor pode continuar trabalhando com seus alunos, criando e produzindo filmes de animação.

    Apesar de não ser o objetivo final do Anima Escola, alguns dos filmes produzidos pelos alunos acabam ganhando visibilidade fora do programa. Foram os casos, por exemplo, do Pequeno Cordel do Sapo Voador, que ganhou o prêmio de melhor roteiro no Festival MostraMundo de Recife, em 2005, e do divertido (e talvez assustador) Baletéia e a Boneca Misteriosa, filme criado na oficina realizada no Núcleo de Artes Alencastro Guimarães (RJ), que ganhou menção honrosa no 13º Vitória Cine Vídeo, em 2006.

    Assista a animação Baletéia.

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  • Documentaristas se reúnem com especialistas internacionais no Rio de Janeiro

    Começou no dia 30 de novembro e termina 04 de dezembro o Programa Internacional de Capacitação para Documentários (PIC DOC) no Rio de Janeiro.

    Realizado pelo Brazilian TV Producers (BTVP) - programa de exportação de conteúdo audiovisual realizado pela ABPI/TV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPI/TV) em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) - a iniciativa inédita é uma ação de incentivo para que as produtoras brasileiras se qualifiquem e ampliem sua inserção no mercado internacional de distribuição e exibição.

    As empresas selecionadas para as oficinas são dos estados de São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo. 80 profissionais participam gratuitamente do workshop com representantes de canais de TV do Brasil e do exterior, produtores do Canadá, Estados Unidos, Finlândia, França e Inglaterra. Os especialistas vão orientar os participantes em como atuar no mercado internacional de documentários.

    Os 10 melhores projetos no PIC DOC serão premiados com viagens de um produtor para a feira Realscreen “http://www.realscreen.com/”, que será realizada de 1º a 3 de fevereiro de 2010, em Washington, Estados Unidos. Os produtores viajarão com os custos de passagem área classe econômica, hospedagem (acomodação dupla) e credenciais pagos.

    Confira a relação dos consultores internacionais
    Confira a relação dos projetos selecionados no PIC DOC 2009

    Informações:
    claudia.hataro@crisbrito.com.br
    www.crisbrito.com.br

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  • lista dos projetos habilitados e inabilitados do Programa Nós na Tela publicada no Diário Oficial

    A lista dos projetos habilitados e inabilitados do Programa Nós na Tela foi publicada nesta quarta-feira, 02 de novembro, no Diário Oficial da União. Nesta ocasião, não caberá mais recurso, pois os selecionados são de caráter definitivo. Essa é mais uma iniciativa do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura, por meio das Secretarias do Audiovisual (SAv/MinC) e de Articulação Institucional (SAI/MinC), em parceria com a Associação Brasileira de Canais Comunitários (AbcCom) e a Sociedade dos Amigos da Cinemateca (SAC).

    O edital, lançado em setembro deste ano, vai apoiar - com o valor de R$ 30 mil para cada um - a produção de 20 obras audiovisuais inéditas de curta metragem, com duração de 15 minutos, sobre o tema Cultura e Transformação Social. Após a produção dos programas, os vídeos serão exibidos em canais comunitários interessados e em TVs Públicas.

    Cento e quarenta e seis jovens enviaram seus projetos para a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Eles tiveram que comprovar a idade entre 17 e 29 anos e ter envolvimento com projetos sociais. Do total de inscritos, sete projetos são da região Norte, 46 do Nordeste, sete do Centro-Oeste, 79 do Sudeste e sete do Sul.

    Dois projetos, no mínimo, de quatro macrorregiões do país serão contemplados, para descentralizar e democratizar a participação dos concorrentes. Está prevista para este mês de dezembro a divulgação dos 20 projetos selecionados para receber o apoio do Ministério da Cultura e dos dez integrantes do cadastro de reserva.

    Mais informações: culturadigital.br/nosnatela, nosnatela@cinemateca.org.br ou (11) 5084-3252 ou 5081-7370.

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  • Vale-cultura é aprovado em três comissões

    O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 221/09, que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o vale-cultura, foi aprovado nesta manhã pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), Educação (CE) e de Assuntos Sociais (CAS). O texto segue para Plenário e, como tramita em regime de urgência constitucional, terá que ser votado até 12 de dezembro. Caso contrário, passará a bloquear as votações do Plenário.

    Pela proposta, o vale-cultura terá o valor mensal de R$ 50,00 e beneficiará os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. Com o vale, o trabalhador poderá ir a shows musicais, espetáculos de dança e visitar museus. Além disso, poderá adquirir produtos culturais como livros e DVDs.

    (Agência Senado)

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  • Prêmio para Publicação de Pesquisa em Cinema e Audiovisual

    Estão abertas, até 28 de dezembro, as inscrições para o Prêmio SAV para Publicação de Pesquisa em Cinema e Audiovisual. A iniciativa tem apoio do Fundo Nacional de Cultura no valor de R$ 204.173 mil e é uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e o Instituto Iniciativa Cultural Ecofalante. A ficha de inscrição está disponível no site: www.cenacine.com.br/premiosav. Confira o edital.

    O prêmio pretende incentivar a produção científica e cultural do país. Serão selecionadas três pesquisas independentes/estudos acadêmicos sobre audiovisual brasileiro. Poderão se inscrever pós-graduandos, pós-graduados, bem como pesquisadores independentes sem vinculação ou titulação acadêmica.

    As três pesquisas receberão como prêmio a publicação de um livro, com tiragem de 1.500 exemplares, em língua portuguesa. As áreas a serem contempladas são: prêmio para melhor pesquisa resultante de tese de doutorado em cinema e audiovisual brasileiro; prêmio para melhor pesquisa resultante de dissertação de mestrado em cinema e audiovisual brasileiro; e prêmio para melhor pesquisa ou estudo sem vínculo acadêmico, em cinema e audiovisual brasileiro.

    A seleção dos projetos, em todas as modalidades, será realizada de 11 de janeiro a 08 de março de 2010, data em que será divulgado o resultado. Mais informações no site www.cenacine.com.br ou pelo e-mail info@iniciativacultural.org.br. Ou ainda pelo telefone: (11) 3062-2015

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  • O I Encontro do Cineclubismo de Goiás

    O I Encontro do Cineclubismo de Goiás, que será realizado em Goiânia, nesse sábado, 5 de dezembro, das 14h às 19h, no Centro Cultural da Cara Vídeo (Rua 83, Setor Sul), contará com a presença do coordenador de Rede do Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet. A iniciativa insere-se nas ações do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura.

    “Estimulamos a realização de encontros estaduais para integrar os cineclubistas, além de apresentá-los a outros possíveis parceiros e circuitos para o fortalecimento de suas atividades”, afirma Bouillet. “Iniciativas, como esta, por exemplo, incentivam a troca de informações e soluções criativas para melhores exibições e relacionamento com o público, criam parcerias e redes estaduais de intercâmbio e organização”, completa o coordenador de Rede do Cine Mais Cultura.

    Também estarão presentes o coordenador do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) em Goiás, Luiz Felipe Mundim; e a diretora regional do Centro-Oeste do CNC, Myrella França, que irão apresentar as perspectivas atuais do movimento cineclubista, além de propostas de atividades integradas e sustentáveis.

    O evento é uma realização do Cineclube Cascavel/Associação Brasileira de Documentaristas - Seção Goiás (ABD-GO), em parceria com a Cara Vídeo, que tem apoio do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) e do Sebrae-GO.

    Inscrições – Para incentivar o comparecimento de todas as iniciativas goianas, o Cineclube Cascavel/ABD-GO se responsabilizará pelos custos de transporte – com possibilidade de hospedagem para viagens acima de cinco horas. Confirme sua participação através do e-mail luizmundim@gmail.com até terça-feira, 1º de dezembro.

    Confira a programação completa em cineclubecascavel.blogspot.com.

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  • BNDES reformula política para a economia da cultura e amplia para R$ 1 bilhão o apoio ao setor

    Ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o diretor de inclusão social e crédito do BNDES, Elvio Gaspar, anunciou a ampliação do Procult na semana passada (25/11), na sede do Banco. O programa, antes voltado apenas para o segmento do audiovisual, com dotação de R$ 175 milhões, agora conta com R$ 1 bilhão, a ser usado até o ano de 2012, e incorpora novos setores, como patrimônio histórico, música, jogos eletrônicos, fonográfico, editorial e dos espetáculos ao vivo.

    Em sua nova fase, o Procult recebe o nome de Programa BNDES para o Desenvolvimento da Economia da Cultura – BNDES Procult, e amplia o alcance de sua política para o setor cultural.

    “Hoje, estamos alterando a nossa política de Economia da Cultura, ampliando e revitalizando o Procult, atendendo a novos segmentos. E isto, porque consideramos a sugestão do próprio meio cultural, que nos dizia que o apoio através da Lei Rouanet era pouco. Somos fomentadores, e embora tenhamos avançado no nosso apoio ao patrimônio, com recursos administrativos, nós nos convencemos de que a Economia da Cultura precisava se autofinanciar e ser encarada como negócio”, disse.

    Para o ministro Juca Ferreira, o Banco, além de “apostar na Cultura”, entendeu que a área não pode ser encarada como algo secundário nas políticas públicas brasileiras. “O BNDES reconhece a possibilidade da Economia da Cultura se sustentar e ter acesso ao crédito.”

    “Precisamos deixar de lado aquele complexo que tão bem definiu Nelson Rodrigues, o complexo de vira-latas. A cultura brasileira tem hoje o papel já exercido pelo futebol, de exportar talentos. Isso, porque convivemos bem com a diversidade. Somos a esquina do mundo, o que nos tornou criativos. Isso nos dá uma complexidade tal que está sendo procurada lá fora por vários países”.

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  • Instituto Moreira Salles apresenta O Ciclo Fernanda Montenegro

    O Instituto Moreira Salles realiza, de 2 a 12 de dezembro, o Ciclo Fernanda Montenegro, em homenagem aos 80 anos da atriz. Serão exibidos seis longas que marcaram a sua carreira no cinema, além de uma sessão especial de curtas.

    Na noite de abertura, às 19h30, será exibido longa-metragem A Falecida (1965), de Leon Hirzman, em cópia restaurada. E às 21h será oferecido um coquetel para o público presente que marcará o lançamento do dvd deste filme.

    Baseado em peça de Nelson Rodrigues, A Falecida, marca a estreia de Fernanda Montenegro no cinema e de Leon Hirzman na direção de longa-metragem. Fernanda interpreta Zulmira, uma mulher pobre do subúrbio que sonha com um funeral de luxo.

    O Ciclo exibirá também os longas Eles não usam black-tie, outro clássico de Leon Hirzman; Tudo bem, de Arnaldo Jabor; Central do Brasil, de Walter Salles, que rendeu à Fernanda o Urso de Prata no Festival de Berlim e a indicação ao Oscar de melhor atriz; Do outro lado da rua, de Marcos Bernstein; e Casa de areia, de Andrucha Waddington, no qual contracenou com sua filha Fernanda Torres.

    Uma sessão especial que reúne três curtas completa o ciclo: Samba do grande amor, episódio do Cacá Diegues, no longa "Veja essa canção"; "Nelson Cavaquinho" e "Partido alto", de Leon Hirzman, que foram incluídos nos extras do dvd do filme A Falecida.

    PROGRAMAÇÃO
    QUARTA 2
    14h00 Tudo Bem, de Arnaldo Jabor (Brasil, 1978. 110’)
    16h00 Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman (Brasil, 1981. 134’)
    19h30 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)

    QUINTA 3
    14h00 Tudo Bem, de Arnaldo Jabor (Brasil, 1978. 110’)
    18h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)

    SEXTA 4
    14h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)

    SÁBADO 5
    16h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)
    19h30 Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman (Brasil, 1981.134’)

    DOMINGO 6
    14h00 Nelson Cavaquinho (Brasil, 1969. 17’) e Partido alto (Brasil, 1976/1982. 22’), de Leon Hirszman, Samba do grande amor, episódio de Veja esta canção, de Carlos Diegues (Brasil, 1994. 26’)
    18h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)

    TERÇA 8
    16h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)
    18h00 Nelson Cavaquinho (Brasil, 1969. 17’) e Partido alto (1976/1982. 22’), de Leon Hirszman; Samba do grande amor, episódio de Veja esta canção, de Carlos Diegues (Brasil, 1994)
    20h00 O outro lado da rua, de Marcos Bernstein (Brasil, 2005. 97’)

    QUARTA 9
    16h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)
    18h00 Nelson Cavaquinho (Brasil, 1969. 17’) e Partido alto (1976/1982. 22’), de Leon Hirszman; Samba do grande amor, episódio de Veja esta canção, de Carlos Diegues (Brasil, 1994)
    20h00 Casa de areia, de Andrucha Wadington (Brasil, 2005. 115’)

    QUINTA 10
    16h00 A falecida, de Leon Hirszman (Brasil, 1965. 85’)
    18h00 Nelson Cavaquinho (Brasil, 1969. 17’) e Partido alto (1976/1982. 22’), de Leon Hirszman; Samba do grande amor, episódio de Veja esta canção, de Carlos Diegues (Brasil, 1994)
    20h00 Central do Brasil, de Walter Salles (Brasil, 1998. 112’)

    SÁBADO 12
    16h00 Central do Brasil, de Walter Salles (Brasil, 1998. 112’)
    18h00 O outro lado da rua, de Marcos Bernstein (Brasil, 2005. 97’)
    20h00 Casa de areia, de Andrucha Wadington (Brasil, 2005. 115’)

    SERVIÇO
    Instituto Moreira Salles
    Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.
    CEP: 22451-040. Rio de Janeiro - RJ.
    Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559.
    De terça a sexta, das 13h às 20h.
    Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.
    www.ims.com.br
    Ambiente WiFi.
    Ingressos: R$10,00 e R$5,00 (meia-entrada)

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  • Retrospectiva do cinema brasileiro encerra a programação de 2009 do CINESESC

    A Retrospectiva do Cinema Brasileiro do CineSESC chega a sua 10ª edição exibindo uma cartela de filmes nacionais lançados no último ano, de novembro de 2008 até novembro de 2009. De 4 a 30 de dezembro, o CineSESC oferece um panorama da recente produção cinematográfica brasileira, em que será possível ver ou rever ficções e documentários que estiveram presentes nas salas brasileiras.

    Comemorando a 10ª edição, a abertura da retrospectiva será dia 3 de dezembro, quinta, a partir de 19h30 com a inauguração da exposição Augustas, de Eder Chiodetto, seguida da exibição, às 20h30, do filme Crítico, de Kleber Mendonça Filho, cineasta e crítico de cinema em Recife, Pernambuco.

    Durante quatro semanas, a retrospectiva exibirá filmes de grandes bilheterias, como Divã, A mulher invisível, Os Normais 2 e Se eu fosse você 2; documentários musicais, como Loki, O milagre de Santa Luzia, Waldick e Herbert de perto; sobre futebol, como Fiel, 1983: O ano azul e Nada vai nos separar; premiados, como Se nada mais der certo e A festa da menina morta; filmes infantis, como Cocoricó e Grilo Feliz, ou documentários que causaram diferentes tipos de polêmica, como Moscou, Alô, alô, Terezinha e Garapa.

    Ao todo serão cerca de 70 filmes de longa-metragem representativos de toda a diversidade da produção nacional. Dentre eles, seis títulos não entraram em circuito comercial em São Paulo: 1983: O ano azul, A morte inventada, KFZ-1348, L.A.P.A., Mesa de bar e Nada vai nos separar.

    Serviço
    10ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro
    De 4 a 30 de dezembro
    Abertura, 3 de dezembro, quinta
    Às 19h30 - Inauguração da exposição fotográfica Augustas, de Eder Chiodetto (release anexo)
    Às 20h30 - Exibição do filme Crítico, de Kleber Mendonça Filho

    CineSESC
    Endereço: Rua Augusta, 2075 / Cerqueira César
    Tel.: (11) 3087.0500
    Acesso a deficientes.
    Ar Condicionado.
    Som Dolby Digital.
    326 lugares.
    Horário de Funcionamento:
    Segunda a domingo e feriados, das 14h às 21h30

    Ingressos:
    R$ 4,00
    R$ 2,00 (idosos, estudantes, professores e usuários)
    R$ 1,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes)

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